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O que a história diz sobre a pandemia

Uma breve análise sobre a atual pandemia na visão dos historiadores

“A pressa gera o erro em todas as coisas.”
Heródoto

No decorrer dos últimos dias dos atuais tempos obscuros pós-coronavirais, entre quedas e levantes, a saúde vai bem… e o dólar também… Amém! E viva a cloroquina! Viva o Tio Sam! E para quem não sabe, PF é “Prato Feito”, pelo menos por aqui nas terrinhas interioranas (Não sai por mais de vinte reais)!  Não sei…! Mas parece que já vi (nas telas globais e adjacentes) este filme antes… Acho que começava com “IM” e terminava com PEACHMENT… Vai saber!

Deixemos “o Feudo do nobre Alecrim Dourado” de lado, e tratemos de outras coisas! Na última semana li um artigo replicado pelo “O Globo”, da jornalista Gina Kolata, do New York Times, intitulado: “Historiadores olham para o passado para dizer como será o fim da pandemia da Covid-19[1].”

Pois bem, para os historiadores consultados, as pandemias costumam apresentar dois finais: um pelo viés da medicina e um outro pelo viés social. Ou seja, no primeiro cenário é normal presenciarmos a diminuição da incidência da doença e do número de mortes (normalmente com um tratamento eficaz). No segundo cenário, o temor inicial, gerado pelas mortes, pela mídia, etc, diminui, e as pessoas passam a aprender a conviver com tudo isso[2].

No caso do Brasil, temos como exemplo, os surtos recentes de H1N1, dengue, leishmaniose, zika, etc, que hora ou outra acometem milhares de pessoas, mas que aparentemente tornaram-se “normais” ao longo dos anos.

Segundo alguns historiadores, como Naomi Rogers, da Universidade de Yale, devido ao cansaço e frustração, em meio a isolamentos, quarentenas e lockdowns, mesmo sem um tratamento eficaz, “podemos chegar a um momento em que as pessoas pensem: ‘Ok, já está suficiente. Mereço voltar à minha vida normal’.”[3]

Nesse sentido, infelizmente, o que se percebe é que tal sentimento de “volta a normalidade” está se tornando cada vez mais ávido, na medida em que as frustrações econômicas começam a aumentar, muitas delas, incentivadas pelas lideranças (ou pseudo-lideranças) locais, estaduais e claro, federais. No entanto, ainda é muito cedo para se definir um “fim” ou um “normal” a tudo isso. Talvez como dizem alguns teóricos por aí: “Passaremos a viver em uma nova normalidade!”

Enfim, quem ou que ditará o término disso tudo, ainda não sabemos, mas espero que, possamos aprender no presente, com os erros e acertos de outras pandemias e surtos do passado, e assim tentar evitar surpresas futuras. Assim seja!

[1] Conferir em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/historiadores-olham-para-passado-para-dizer-como-sera-fim-da-pandemia-da-covid-19-24420944?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O+Globo> Acesso em: 16/05/2020
[2] Idem.
[3] Idem.

 

Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF
tiagorsalves@gmail.com

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