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Mais uma videoconferência… O que mais nos aguarda nessa pandemia?

Uma breve análise sobre o cansaço que alguns profissionais tem sentido em meio ao Home Office

“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade […] […] eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas.”
Albert Einstein

Em meio aos atuais tempos obscuros pós-coronavirais, entre churrascos (ou jet skis), pandemias e chiliques daqui e dali, aparentemente parece tudo normal do lado de lá, mas (contudo, entretanto ou todavia) a figura de linguagem é regra por aqui! E como diria meu amigo Sebar, neste e naquele tempo do tempo: “Quem estudou, vai saber!” No entanto, prossigamos…

Como se sabe, inúmeros profissionais estão no famoso “home office”, ou seja, estão trabalhando em suas casas. No entanto, o que muitos não sabem é que essa modalidade de trabalho, está “esgotando” as pessoas de forma inimaginável.

Entre inúmeras reuniões onlines, nas diversas plataformas virtuais, parece que estamos trabalhando cerca de dez vezes mais que o normal, aliado ao fato das várias mensagens, ligações, arquivos recebidos, emails, etc. Recentemente a Revista Superinteressante, publicou um artigo sobre isso[1], intitulado: Por que as pessoas estão ficando cansadas após as videoconferências?

Tudo isso teria uma explicação: A chamada “Zoom fatigue” (Fadiga de Zoom), como tem sido denominada em outros países. No decorrer das várias videoconferências acabamos “rompendo barreiras” que normalmente não as faríamos em uma reunião ou conversa usual. Vejamos alguns pontos:

– Em uma conversa usual tendemos a desviar o foco, prestarmos mais ou menos a atenção na pessoa e quando possível encerrar o assunto com uma deixa, o que normalmente não ocorre em uma reunião virtual, haja vista que o oposto também ocorre;

– Nas reuniões virtuais o foco em quem está falando é demasiadamente alto, aliado ao fato de que além deste, existem outras tantas pessoas dentro da mesma sala, o que por si só já gera um esforço muito grande para o nosso cérebro, bem diferente do que estamos acostumados;

– Ansiedade, preocupação e raiva são apenas algumas características de quem acessa frequentemente tais plataformas. O motivo? Muitas vezes por problemas técnicos, dificuldades de acesso, má qualidade da internet (sua ou dos demais), arquivos que não abrem, etc. Fatores que também já existiam, mas que se agravaram quando passamos a depender unicamente de um só recurso.

– Há o fato de que muitas dessas pessoas ainda cumprem tais tarefas sem um espaço adequado em suas casas, lado a lado com barulhos de televisão ligada, crianças, cachorros, etc.

– Por fim, devemos nos atentar ao fato de que as escolas também estão “fechadas”, o que nos leva ao que fora supracitado, o fato de termos crianças em casa, o que dificulta ainda mais a concentração em meio a uma ou mais reuniões.

Nesse sentido, após alguns dias de muita canseira, comecei a filtrar algumas videoconferências, ligações e mensagens, me valho de pequenos intervalos de pausa. Saio por alguns minutos da frente do computador, vou regar as plantas, tomar um copo d’água, brincar com meu flho, etc. O importante é dar uma relaxada momentânea, tirar um pouco o foco da tela (Se não piramos!).

Enfim, em meio a tal pandemia, não sabemos quando saíremos do mundo virtual. Portanto, teremos que nos adaptar. Que possamos fazê-lo da melhor forma possível e sem eventuais prejuízos fatigáveis! Na dúvida… Respire…!

[1] Conferir em: <https://super.abril.com.br/comportamento/por-que-as-pessoas-estao-ficando-cansadas-apos-videoconferencias/> Acesso em: 10/05/2020.

 

Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF
tiagorsalves@gmail.com

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