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Livros? Livrem-se deles! Após as eleições, não concordo com o que (alguns) dizem!

Uma breve análise sobre alguns desencontros proporcionados pelo Governador de São Paulo e pelo Prefeito do Rio de Janeiro

“A pior parte da censura é a __________________ e o _________________.”

Anônimo

Nos atuais tempos que se dizem, pós-contemporâneos, algumas “Capitanias” (estados e municípios) estão a vivenciar os auspícios de uma “possível perseguição” e/ou “caça às bruxas”, ou como queiram designar. Digo capitania, tendo em vista o “mando e desmando” dessas “lideranças”, em alguns pontos (desnecessários e sem nexo algum para mim!).

Nos últimos dias, o Governador de São Paulo, João Dória, “ordenou” o recolhimento do “Caderno do Aluno”, do 8º ano do Ensino Fundamental. A justificativa é de que o mesmo trazia um texto na disciplina de ciências sobre a tal “ideologia de gênero”. E como se não bastasse, até a Bienal do Rio, acabou sofrendo com a mesma repressão, por parte do prefeito Marcelo Crivella, tendo em vista a comercialização de uma HQ contendo um beijo entre dois personagens homossexuais.

Pois bem, penso e pontuo (com o maior respeito ao Executivo) algumas situações: Na atual conjuntura, existem pontos bem mais prioritários para que os senhores Governador e Prefeito, respectivamente, se preocupem. No entanto, como diria o bom e velho ditado (e como já sabemos!): Em time que se está ganhando, não se mexe! Então, ganhemos os holofotes! Afinal, essa foi a bandeira levantada por ambos. Assim, se elegeram e assim (infelizmente) permanecerão.

Mas, como perguntar não ofende, lançamos um breve questionamento: Estaríamos voltando aos tempos medievos? Teríamos por aqui um novo Index Librorum Prohibitorum? Daqui a pouco farão pilhas e pilhas de livros “proibidos” (por ofenderem a moral e os bons costumes) e colocarão fogo.

Em tempos de discussão e respeito à toda e qualquer forma de diversidade, seja ela de crença, sexual e mesmo de cor, cabe a pergunta: Então, como iremos entender o outro? Afinal, ele existe! Ele está na escola, na rua, na vizinhança, na família e muitas vezes pode ser até você! Por favor, me expliquem o quanto antes!

Enfim, enquanto alunos ficam sem material e bienais são fiscalizadas, penso que enquanto “humanidade” estamos involuindo. E claro, você que chegou até aqui, tem todo o direito de concordar ou não com o que escrevi e pontuei. Afinal, como um dia já disse Voltaire (ou Evelyn Beatrice Hall): “Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”.

Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL
tiagorsalves@gmail.com

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