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Exercitar a gratidão melhora nossa autoestima

Não é novidade: o que desejamos mesmo é ser feliz. O problema é que nesta busca acreditamos que a felicidade é uma meta que ao alcançarmos, através da realização de um objetivo, ficará conosco eternamente.

Nesta linha de pensamento, não associamos felicidade ao presente, as coisas que possuímos mesmo as mais simples, ou as pessoas com as quais convivemos. Associamos felicidade apenas a algo que está no futuro, próximo ou não, e consideramos que seremos felizes quando comprarmos algum bem, realizarmos tal viagem, concluirmos um curso, encontrarmos o par afetivo e assim por diante. Na verdade, um comportamento ilusório, afinal o ser humano é puramente desejante. Isto é da ordem do psíquico, do simbólico.

A vida não é tarefa fácil. Ela é composta de coisas boas e ruins e ninguém está imune a isso, uma vez que o caminho de todo mundo é feito de pessoas, cenários e situações que nem sempre são agradáveis. Sofrimento e felicidade é parte deste pacote. A diferença está como cada um reage a tais estímulos, sejam positivos ou negativos.

A gratidão é um velho assunto. Ela remonta desde a Antiguidade e pode ser encontrada em registros históricos, orações, e ensinamentos e talvez seja por isso que os mais céticos não a veja como um dos componentes fundamentais para o próprio bem estar já que, culturalmente, ela está atrelada à religião. No entanto a neurociência tem uma explicação sobre a importância da gratidão em nosso dia a dia.

Quando somos sinceramente gratos com aquilo que temos, nosso cérebro libera uma substância chamada dopamina, um neurotransmissor responsável por uma série de funções como a sensação de prazer, recompensa, motivação. É a produção da dopamina que nos dá o sentimento de felicidade, de bem-estar. A gratidão também estimula a serotonina, outro neurotransmissor que regula, dentre outras coisas, nosso humor. Quando pensamos coisas boas, por exemplo, nosso cérebro produz esta substância.

A gratidão é um dos componentes fundamentais para a nossa boa autoestima que inclui, principalmente, o reconhecimento das nossas conquistas. É justamente este reconhecimento que nos fortalece e que nos dá mais confiança para buscarmos novos objetivos. E isso tudo tem a ver com a gratidão, pois ela precisa acontecer inicialmente através do nosso pensamento, ou seja, da lembrança destas conquistas, sejam pequenas ou grandes.

Quanto mais vivemos o momento presente com gratidão pelo que temos, sem esperar algo em troca, mais nos sentimos bem tanto mentalmente como fisicamente. Abrir espaço mental para a gratidão é uma forma de tornar o existir mais prazeroso. Portanto, pratique-a diariamente. Motivos não faltam para isso, basta prestar atenção.

Créditos: Joselene L. Alvim (Jô Alvim) – Psicóloga/neuropsicóloga

Fonte: G1

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