Geral

Direitos Humanos – Uma reflexão em tempos obscuros

Uma breve análise sobre a visão de alguns grupos acerca dos Direitos Humanos

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.”
Artigo 1 – Declaração Universal dos Direitos Humanos

 

Nos últimos dias dos atuais tempos vacinais (e obscuros), cada dia que passa, infelizmente, estamos batendo recordes e mais recordes de óbitos em relação ao coronavírus em nosso país. Por outro lado, vemos que a vacinação ainda caminha a passos curtos (ou quase engatinha). Mas tenhamos esperança!

Pois bem, já que estamos falando de vacinas, devemos ter em mente que, ser vacinado é um “direito”, expresso em inúmeros documentos que permeiam alguns dos principais documentos que nos norteiam, a saber: A Declaração Universal dos Direitos Humanos e a nossa Constituição Federal de 1988, também chamada de “Constituição Cidadã”.

No entanto, sempre ouço por aqui e ali que os “Direitos Humanos só servem para bandido” ou também são chamados de “Direitos dos manos”. O mais curioso é que ao trazer tais “frases de efeito”, inúmeras pessoas acabam reproduzindo falas de “supostos líderes” políticos, religiosos e até mesmo palpiteiros de plantão.

E pasmem!!! O mais engraçado e ao mesmo tempo preocupante, é ter que ouvir de determinados grupos que se dizem “de bem”, que Direitos Humanos é “coisa de comunista” de “esquerdista”. Me poupem né galerinha! É bem provável que vocês nem saibam o que é “comunismo” ou “esquerda”!

Se enganam e caem em erro grosseiro, ao acharem que tais documentos se referem a apenas um grupo. Ora, se estamos falando em “humanos”, é óbvio que tais legislações se referem a todos nós. Vejamos: Para você que é contra, talvez não precise de saúde, educação, cultura, etc?

O que geralmente se vê em nosso país é a falta de se assegurar a toda a população tais direitos, o que nos leva a nítida impressão que não usufruímos deles, mas apenas alguns. No entanto, eles estão lá e devem ser entendidos, cobrados e assegurados a todos nós. E não ficarem apenas como letra morta nas prateleiras e sites de ONGs e afins.

Nesse sentido, vale a pena conhecer um pouco mais e entender para não passar vergonhas alheias. Mas, caso você conheça, estude e mesmo assim defenda as falácias supracitadas, talvez lhe falte “Humanidade”.

 

Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF
tiagorsalves@gmail.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios