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As Redes Sociais e o unfollow positivo

Uma breve análise sobre as redes sociais e algumas possíveis alternativas em meio ao seu uso nos dias atuais

Desde o advento do “saudoso” Orkut, tenho visto por aqui e ali como a cada instante surgem novas “Redes Antissociais”. Tem para todo e qualquer gosto. Para textos curtos, fotos, vídeos, trabalho, etc. Enfim, uma enxurrada de exposição e ao mesmo tempo preocupação “com a imagem” ou o “texto” que será visitado por uma infinidade de pessoas.

Dessa forma, inúmeras pessoas acreditam ou pelo menos creditam certa “autoaceitação” aos “cliques”, “vizualizações”, “curtidas”, “likes”, etc. O que vez ou outra pode levar a sérios danos à nossa saúde mental. E claro, inúmeros sites, páginas, influenciadores digitais, youtubers, amigos, etc., têm contribuído, mesmo sem saberem, com tudo isso!

Nesse sentido, ao ler recentemente uma matéria da nutricionista Marcela Kotait[1], achei interessante a proposta dela, o “unfollow positivo”. Trata-se de uma técnica bem interessante nos dias atuais e nada tem de nova. Consiste apenas em “deixar de seguir” e/ou até mesmo “bloquear” certos perfis “milagrosos” e/ou com informações e fotos “fakes”, uma espécie de “faxina nas redes sociais”.

É claro que, devido a sua área de formação, ela levou a prosposta para o lado alimentar e tudo mais. No entanto, da maneira como andam as coisas por lá, acredito que a ideia do “unfollow positivo” pode e deve ser aplicada em qualquer instância no atual cenário virtual que vivemos.

E o mais curioso é que o texto supracitado é de fins de 2019, antes da pandemia. Quando o acesso diário dos brasileiros às redes sociais era de em média 3 horas e 25 minutos, ou seja, éramos o 2º colocado mundial, atrás apenas dos filipinos, com uma média superior a 4 horas diárias. Para uma pessoa com uma média de 8 horas diárias de sono, isso representaria cerca de 20% de sua rotina diária[2].

É evidente e óbvio que no mundo pós pandemia, os acessos aumentaram vertiginosamente, da mesma forma que também cresceram os casos de problemas relacionados à saúde mental. Assim, acredito que aliado a ideia do “unfollow positivo”, pode funcionar melhor ainda com uma “certa dosagem de tempo” nas redes sociais. E por que não utilizar este tempo “vago” para aprender “coisas novas”? Vale a pena!

[1] Conferir em: <https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/o-impacto-das-redes-sociais-na-saude-mental-e-o-que-e-possivel-fazer/> Acesso em: 09/08/2020.
[2] Idem.

 

Tiago Rafael dos Santos Alves
Professor, Historiador e Gestor Ambiental
Membro Correspondente da ACL e AMLJF
tiagorsalves@gmail.com

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