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Bauru e Marília avançam para fase amarela da flexibilização das atividades econômicas

Essa a primeira vez que Marília avança para fase amarela desde a implantação do Plano SP. Em Bauru, decreto municipal já liberava atividades prevista nessa fase.

O governo do Estado de São Paulo anunciou a nova classificação do Plano SP de flexibilização da quarentena no início da tarde desta sexta-feira (7). Os Departamentos Regionais de Saúde de Bauru e Marília avançaram para a fase amarela.

Essa é a primeira vez que Marília é classificada na fase amarela desde começo do Plano São Paulo no final de maio. A cidade estava há três semanas na fase laranja após ter sido rebaixada para fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP no dia 19 de junho.

Já Bauru, tinha começado a flexibilização na fase amarela, foi rebaixada para fase laranja uma semana depois e para vermelha no dia 26 de junho. Também estava há três semanas na fase laranja.

Apesar dessa classificação, em Bauru está em vigor um decreto municipal que amplia a flexibilização estabelecida no plano do governo estadual.

Esse decreto foi publicado após o imbróglio jurídico envolvendo a chamada “Lei da Câmara”, que foi promulgada pelo legislativo e depois suspensa pela Justiça em duas ocasiões.

Quatro cidades do centro-oeste paulista que pertencem ao DRS de Araraquara já estavam na fase amarela da flexibilização, são elas: Borborema, Ibitinga, Itápolis e Tabatinga. Outras duas, Quatá e João Ramalho, pertencem ao DRS de Presidente Prudente e permanecem na fase laranja.

Plano São Paulo

Para começar a reabertura do estado em 1º de junho o governo dividiu o território de acordo com os 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS).

A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.

Os cinco critérios que baseiam a classificação das regiões são:

  • ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
  • total de leitos por 100 mil habitantes;
  • variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.

O critério que tem maior peso na classificação de cada região é a variação de novas internações (peso 4), seguido pela taxa de ocupação de UTIs (peso 3).

Confira abaixo o que é permitido em cada fase

  • Fase 1, vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais
  • Fase 2, laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições
  • Fase 3, amarela: abertura de um número maior de setores
  • Fase 4, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3
  • Fase 5, azul: “Normal controlado” – todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene.

A definição estabelece que setores da economia que desejam a reabertura devem apresentar planos com protocolos para a prefeitura. Caberá à gestão municipal definir quem e quando poderá reabrir.

A regiões serão avaliadas periodicamente de acordo com os indicadores de saúde, verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada sete dias (ou imediatamente, caso haja evidência da piora da situação).

Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

 

De acordo com o plano do governo, as prefeituras terão autonomia para flexibilizar setores estabelecidos. Com isso, municípios que estiverem nas fases 2, 3 e 4 poderão flexibilizar determinados setores anunciados anteriormente.

A flexibilização deverá ser feita por decreto pelos prefeitos das cidades observando também os planos regionais.

Fonte: G1 Bauru e Marília

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